quarta-feira, 18 de março de 2015

A formiga e a Abelha


  Ninguém imaginaria uma amizade entre uma formiga e uma abelha. No entanto, quando se conheceram estranhamente criaram afinidades e fincaram uma amizade. Com suas peculiaridades e diferenças, as duas tiveram que se adaptar uma a outra para evitar que se machucassem. 
  A formiga era um pouco distraída e sem perceber machucava com seu ferrão, já a abelha era um pouco bruta e machucava todos ao seu redor com seu ferrão. No decorrer da amizade, elas tentavam evitar machucar uma a outra, porém era inevitável. Com o passar do tempo, foi se tornando mais frequente elas se machucarem. O erro da abelha foi achar que ao machucar a formiga, não deveria se desculpar, já que a formiga também o fazia, e era quase impossível de se evitar. O problema era que sempre que uma machucava a outra sem perceber, elas se afastavam por alguns períodos para se recuperarem, mas acabavam se perdoando inconscientemente e uma procurava a outra para retornar os laços. Isso aconteceu inúmeras vezes, e o período de afastamento se prolongou. Até que chegou um dia em que a abelha machucou a formiga na frente de outros amigos e a formiga notou que a abelha fez aquilo intencionalmente. A formiga se sentiu tão mal que perguntou a abelha na frente de todos: “Porque você sempre me machuca? Parece que tomou gosto. Não entendo.” A abelha pediu desculpas e acalentou a formiga. Só que dessa vez, a formiga ficou pensativa, não conseguia achar razão para aquilo. Elas se afastaram novamente, e a formiga se questionava: “Será que a abelha é realmente minha amiga? Porque ela me machuca? Porque nos machucamos tanto?” Até que a formiga resolveu procurar a abelha para esclarecer o que estava acontecendo. Uma tentou culpar a outra, mas ao fim perceberam que a amizade era mais importante que qualquer mal entendido. Fizeram as pazes e continuaram a amizade por longos verões.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O balançar de um sonho

Era meu aniversário e então ele me perguntou o que eu gostaria de ganhar de presente. Pedi as estrelas. Ele riu, vendou meus olhos e pediu que o seguisse. Sentei. Pediu que confiasse nele. Tirou a venda e pediu que eu continuasse com os olhos fechados. Nao me prometeu as estrelas, mas que eu as sentiria bem próximas. Senti a palma de suas maos nas minhas costas e o balanço dos meus cabelos na medida que eu ia pra frente e para trás. Senti uma brisa gelada nas minhas bochechas. Disse que eu so poderia abrir os olhos quando ele desse o sinal. De repente abri olhos. A promessa foi realmente cumprida. Era o céu mais bonito da minha vida. Quanto mais eu me balancava, mais perto eu ficava do ceu e mais intima eu me sentia dele. Era um azul escuro lindo com vários micro pontinhos cor de brilhante. Lacrimejei. Foi o presente mais valioso do dia. Ele realmente sabia com me deixar feliz.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O dia em que seus olhos falaram.

E quando percebi, estava confusa, triste, perdida talvez. Apesar de todos a minha volta estarem animados, nao estava a vontade. Em alguns momentos nao sei exatamente como estou. Olhei pro lado, voce se sentou e em fracao de segundos seus olhos invadiram os meus como se quisessem descobrir o mais profundo dos segredos, como se fatalmente me puxassem sem aviso previo pelas maos e me levassem pra sair por ai sem rumo, nos descobrir e me descobrir. Quanto mais eles me olhavam, mais eu me encolhia, me sentia exposta, me invadiram de uma forma inevitável. Então me deixei invadir. Palavras ja não eram necessarias para tudo que os seus olhos podiam me contar. Cada minuto eu via mais e mais coisas dentro dos seus olhos. E apesar da ausência de palavraa, eles sorriram pra mim, me confortaram, naquele momento, me senti envolvida por eles e bem.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Um novo começo

  Tudo estava desmoronando, era possível enxergar de longe o caos. Frases ao vento, promessas quebradas, frustrações. E eu sem perceber, tentando concertar um brinquedo que já não tinha mais concerto.
  Você não podia fazer nada para cessar, ninguém mais podia, apenas eu poderia tomar um novo rumo àquela história. Você sabia mais que a mim mesma, aos poucos você se tornava um porto seguro, aonde eu depositava meu cotidiano sem julgamentos, aonde eu depositava meus prantos, meus planos, meus sonhos, aonde eu me sentia mais eu sem medo de errar. E Sem querer, nem perceber, todos os nossos desejos se encaixaram, sem notar, percorríamos o mesmo caminho, até que nos encontramos.
  Aquele ditado "Depois da tempestade vem a bonança" começou a fazer total sentido. Tudo que eu precisava, tudo que eu buscava eu encontrei em você. A felicidade estava mais perto do que eu esperava. De repente tudo começou a fazer sentido pra mim, e essa danada da vida havia me mandado várias pistas, mas eu nem percebi. Ainda bem que ela insistiu, hoje eu te vi e não quero mais outro caminho. Só o nosso.












A vida passa e a gente nem vê.

sábado, 30 de março de 2013

É você, só você.

Se eu tivesse voltado no tempo, e tivesse feito tudo diferente, sinceramente? Eu teria me arrependido amargamente. Eu não saberia que você é tudo que eu sempre esperei, que você, apenas você consegue me levar nas nuvens sem meus pés desencostarem do chão. Que só você consegue me fazer sorrir fazendo cara de bobo. Não saberia que você é minha segurança nos momentos de dúvida, minha canção quando não há som, meu porto seguro quando não há chão, minha certeza quando não há razão. Você é minha paz e meu terremoto, mas dai a gente briga e você quase tem um troço. Você é meu inicio, meio, e meu fim sem fim. Você é meu cobertor nos momentos de frio, minha imensidão quando está tudo tão vazio. Minha piada quando nada mais tem graça, e no final eu quem acabo parecendo uma palhaça. Só você me faz carinho pra me ver sorrir, mesmo sabendo que no dia seguinte eu terei de ir. E eu te amo de uma forma única, que ao invés de explicar, eu prefiro sentir. Te sentir e poder sorrir só de pensar que já estarei juntinho de você, e de novo, e mais uma vez. Não somente hoje, mas também, obrigada por existir, amor.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Memórias


Há momentos na vida em que paramos pra pensar, dar uma volta pelo passado, seja em casa, no ônibus, no metrô ou até mesmo parados no sinal de trânsito. Às vezes nos pegamos sorrindo sozinhos de lembranças, imaginando como teria sido se aquela situação tomasse um rumo diferente, se lamentando pelo que já aconteceu, ou apenas lembrando. Tem música que faz lembrar, palavra, frase, livro, cheiro, foto, acessório, sorriso, gesto. Cada pessoa tem algo que nos faz puxar da memória algum momento, tanto bom quanto ruim. Engraçado que pode passar o tempo que for, algumas lembranças não saem do nosso pensamento. Tem gente que acredita que isso seja alguma maldição, outros se arrependem do passado, e existem aqueles que conseguem compreender o porque das coisas boas e das ruins terem acontecido. 
A gente tem que aprender a abrir mão do passado pra podermos enfim viver o presente. O que a gente vive hoje, será a lembrança de amanhã, e sem perceber, podemos consertar algumas falhas, apenas vivendo o presente com consciência e tornando cada dia melhor que o anterior. Afinal de contas, você está vivo ou está vivendo?



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Vida


Mãos, pelos, cheiros, olhares.
Boca, sensação, saudade, lugares.
Momentos, vontades.
E é assim que eu me sinto, me irrito,
me machuco e me divirto.
Por você, pela vida, pelo tempo.

sábado, 28 de abril de 2012

Ela: Olha amor, o pássaro está voando perto da água pra capturar um peixe.

Ela: Você também ficou voando perto da água pra me capturar?
Ele: Sim



Sonhos

Eu pensei que tudo que a gente sonhasse se realizaria um dia.
Também pensei que pensamentos fossem atraídos.
Pensei que príncipes encantados existiam e pudessem surgir
em seus cavalos medievais com escudo e espada.
Cheguei até a pensar que você poderia ser minha outra metade,
aquela que os pais falam que existe em algum lugar.
Só esqueci de um único detalhe, guardei todos os meus sonhos
pra viver dos seus, e de repente você se foi,
levou meu mundo e me deixou.
E eu que achava que quando voltasse tudo estaria exatamente como deixei.
Pior que estava, só faltava você para poder compartilhar meus segredos,
devolver meus sonhos e me ajudar a construir outros.
Mas você vivia se queixando que carregava a maioria dos meus sonhos,
e eu nunca entendi porque os meus desejos não poderiam ser seus também.
E você partiu, sem ao menos se despedir, ou devolver meu chão.
Mas eu aprendi.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Faz de conta.


Lembra quando a gente resolveu brincar de faz de conta?
Nos encontravamos todas as noites,
nos mesmos bares, mesmos bosques.
Nas suas mãos minha bebida preferida.
Nas minhas o suspiro.
E no celular, aquelas ligações nunca completadas.
Sempre repetidas.
No fundo era tudo combinado,
você sempre rindo do meu penteado,
e eu te achando desengonçado.
Fazia de conta que te ligava de madrugada pra te contar daquele pesadelo.
Tudo não passou de um simples apelo.
Voltava a dormir.
Sem ao menos saber, que eu sonhava com você,
sem mascaras, sem truques, mas porque?
De repente todos ja sabiam, mas eu so danava a rir.
Você com aquele sorriso amarelo, e eu com meu cabelo amarelo.
Só que ninguém me contou que você não fazia de conta,
muito menos eu. Será que eu ja estava pronta?
Talvez eu te magoasse, talvez você me perdoasse,
talvez mais nada. A hora é agora.
Aqueles seus olhos, eu sempre me sentia maluca,
era como se eu voasse, mas sempre voltasse pro chão.
Ainda permaneciamos sorrindo, os dois.
Eu so queria entender,
porque eu fazia de conta não te ver,
mesmo sentindo você tão presente,
e se alguém me contasse, eu não iria crer,
que eu estava a todo tempo querendo apenas estar com você.
Sem faz de conta.