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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

O mundo derruba

Às vezes a gente tenta tanto e não dá certo,
as forças vão se perdendo e a gente desiste.
Dá uma frustração, a gente não quer aceitar que perdeu,
que não conseguiu. O mundo não deixa a gente perder.
Culpa, vergonha, tristeza. Damos um tempo.
O tempo é sempre bom,
mas não podemos esquecer que não só o tempo resolve as coisas,
mas o que você faz com esse tempo.
E que bom que ao mesmo tempo que coisas ruins acontecem,
escolhas boas também.
E é aí que a gente renasce, tipo uma fênix,
não mais forte, mas a gente sabe que mais duros.
Nós levantamos, amigos estão aí pra nos ajudar,
várias mãos nos seguram enquanto tropeçamos,
e lá no final, a gente entende porque precisou passar por tudo que passou.

Evolução.

Obrigada mundo.



quarta-feira, 18 de março de 2015

A formiga e a Abelha


  Ninguém imaginaria uma amizade entre uma formiga e uma abelha. No entanto, quando se conheceram estranhamente criaram afinidades e fincaram uma amizade. Com suas peculiaridades e diferenças, as duas tiveram que se adaptar uma a outra para evitar que se machucassem. A formiga era um pouco distraída e sem perceber machucava com seu ferrão, já a abelha era um pouco bruta e machucava todos ao seu redor com seu ferrão. No decorrer da amizade, elas tentavam evitar machucar uma a outra, porém era inevitável. Com o passar do tempo, foi se tornando mais frequente elas se machucarem. O erro da abelha foi achar que ao machucar a formiga, não deveria se desculpar, já que a formiga também o fazia, e era quase impossível de se evitar. O problema era que sempre que uma machucava a outra sem perceber, elas se afastavam por alguns períodos para se recuperarem, mas acabavam se perdoando inconscientemente e uma procurava a outra para retornar os laços. Isso aconteceu inúmeras vezes, e o período de afastamento se prolongou. Até que chegou um dia em que a abelha machucou a formiga na frente de outros amigos e a formiga notou que a abelha fez aquilo intencionalmente. A formiga se sentiu tão mal que perguntou a abelha na frente de todos: “Porque você sempre me machuca? Parece que tomou gosto. Não entendo.” A abelha pediu desculpas e acalentou a formiga. Só que dessa vez, a formiga ficou pensativa, não conseguia achar razão para aquilo. Elas se afastaram novamente, e a formiga se questionava: “Será que a abelha é realmente minha amiga? Porque ela me machuca? Porque nos machucamos tanto?” Até que a formiga resolveu procurar a abelha para esclarecer o que estava acontecendo. Uma tentou culpar a outra, mas ao fim perceberam que a amizade era mais importante que qualquer mal entendido. Fizeram as pazes e continuaram a amizade por longos verões.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Gostar


Se eu me perco no tempo, sei que você erguerá suas mãos só pra me salvar, e assim então eu poderei ver a luz. Com teus braços eu poderei me apoiar. Porque você é meu herói e também meu bandido, gosto dessa brincadeira de nunca saber, gosto do gosto noturno do teu beijo ao me encontrar antes de se virar pra dormir. Gosto do som que seu coração faz no meu ouvido quando me deito no seu peito. Gosto do som que minha boca faz quando você me aperta tão forte que ate perco o ar. Gosto de gostar das coisas que você me faz e não faz. E se você partir, a noite quando eu fechar os olhos, sentir teu cheiro, e sonhar contigo mesmo assim, eu vou gostar. Gostar de te amar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nunca para

O mundo está em costante movimento,
nunca para. Nada para.
Enquanto você dorme, o dia passa,
as horas voam e os astros mudam de lugar.
Enquanto se respira, glóbulos passam pelo seu sangue,
artérias trabalham minuosamente.
Enquanto se canta no chuveiro, alguém escuta,
outro alguém dorme, alguém ama, alguém morre.
E até quando não há o que fazer a tua mente trabalha,
a tua memória lembra e a tua conciencia te atormenta.
Sempre há em quem pensar, sempre há a quem lembrar.
E se o relógio para, nada para pra que ele possa voltar.
E se o pensamento voa, tudo faz com que você saia do lugar.
Mas eu nunca entendo aonde minha cabeça pode me levar,
porque a mente é estranha, é carente, é presente.
E se eu penso em amor, logo eu já penso em viver, ou sofrer,
porque o tempo corre, o mundo gira, as lembranças doem
e nada para. Nunca para.