Foi quando eu soube que só tinha casca,
não havia mais matéria, muito menos propósito.
De que tudo que havia vivido foi apagado
como se nunca viesse a existir.
Logo eu, que tanto queria um motivo.
Logo a mim que tanto sonhava em um dia ser-vivo.
Não mais dentro, não mais momento, não mais chão.
Tão vazia que se ventasse, voltaria porque agora havia um fim.
Casca com começo, meio e fim enfim. Sem destino, sem estória.
domingo, 21 de novembro de 2010
Enfim
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Você
Postado por - Thamiris F. às 02:31 0 comentários
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Segredo
E por tanto querer te manter,
perdi tudo que construi sem conseguir te fazer entender
que tudo que te disseram, sim foram verdades,
mas eu prometo que só as fiz porque sou teu covarde.
Me perdoe mais uma vez, sou uma infinidade de mentiras e verdades.
E te confesso, eu te magoaria quantas vezes pudesse,
pra não te ver mal todas as vezes que soubesse
do quanto eu precisei fugir, mentir, pra não te ver partir.Cumplice dos meus medos, me encontrei no teu vazio.
Na dor que se vestia em segredo, menos eu sentia a mim mesmo.
Percebi que teus medos me faziam refém.
Então de outras formas tentei dizer,
e em todas as vezes esconder,
que quanto mais eu te amava, mais eu temia.
Mais eu queria, ter de volta tudo que deixei pra tras.Me desculpa a sinceridade, mas enfim, não quero mais ser assim,
peço que me entenda meu bem, também quero um bem pra mim,
diferente do mal que lhe causei, e me causei também.
Que a minha derrota seja tua vitória,
do teu amado.. refém.
Postado por - Thamiris F. às 02:46 0 comentários
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Nunca para
O mundo está em costante movimento,
nunca para. Nada para.
Enquanto você dorme, o dia passa,
as horas voam e os astros mudam de lugar.
Enquanto se respira, glóbulos passam pelo seu sangue,
artérias trabalham minuosamente.
Enquanto se canta no chuveiro, alguém escuta,
outro alguém dorme, alguém ama, alguém morre.
E até quando não há o que fazer a tua mente trabalha,
a tua memória lembra e a tua conciencia te atormenta.
Sempre há em quem pensar, sempre há a quem lembrar.
E se o relógio para, nada para pra que ele possa voltar.
E se o pensamento voa, tudo faz com que você saia do lugar.
Mas eu nunca entendo aonde minha cabeça pode me levar,
porque a mente é estranha, é carente, é presente.
E se eu penso em amor, logo eu já penso em viver, ou sofrer,
porque o tempo corre, o mundo gira, as lembranças doem
e nada para. Nunca para.
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Marcadores: tempo
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Só por você
Postado por - Thamiris F. às 20:16 0 comentários
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Querido diário..
Oi, escrevo aqui mais uma de minhas histórias diárias, e hoje, meu caro, fazem 19 anos esse meu martírio. Fui trancafiada numa Jaula chamada Terra, para ser mais exacta, na segunda maior metrópole do Brasil, chamada Rio de Janeiro.
Foi a 19 anos atrás que tudo começou. No começo eu não entendia muito bem as coisas, sempre tinha alguém pra me ensinar como se viver, mas eu não questionava, era até empolgante. Ao passar dos anos fui tomando consciência sobre tudo, até que com a idade que estou hoje pensei melhor sobre a vida que levo meu caro amigo diário. A 19 anos me prometem essa tal "Liberdade". Mas até hoje eu não entendo o significado da tal. Fui obrigada a estudar pra ser alguém nessa vida. Mais tarde a trabalhar pra ter dinheiro, me disseram que com ele eu poderia ter o mundo, mas nunca a felicidade. Trabalhei, no começo o dinheiro me fazia bem, mas não senti uma sensação prezerosa mais tarde, não me sinto livre. Para ser mais exacta, me sinto enjaulada, presa, sufocada em um planeta onde eu sou só mais uma nas estatísticas, mas um corpo no espaço, mas um pontinho lá do alto. E o pior de tudo é saber que além de eu fazer tudo direitinho, tem pessoas por ai fazendo o mal diário, pessoas que não tão nem ai pra ninguém, isso é tão triste. Sabe diário, antes de dormir, eu rezo pro dia de amanha ser melhor que o de ontem, rezo pelas pessoas, por mim, rezo para conseguir tudo nessa vida, mas sinto um vazio no meu peito quando eu penso que a vida é só "isso". Será mesmo que nascemos pra continuarmos presos a nós mesmos? Será que é só crescer, trabalhar, procriar e morrer? Eu tenho medo de estar sendo gananciosa, de estar pedindo demais, já que tem pessoas que não tem nem metade do que eu tenho, mas eu realmente queria me surpreender com a vida ou apenas sentir nem que seja por um segundo essa tal liberdade. Bom, é isso meu diário, amanha terei um dia longo, mas prometo parar de reclamar um pouco pra você. Até amanhã.
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sábado, 8 de agosto de 2009
M(T)eu Abrigo
E não foi de ontem, que o navego sozinha.
As vezes vem visita, mas como tudo que vem,
vai embora também.
Vejo alegria, chuva, vejo nada e tudo.
Quanto mais navego, mais parece que não saio do lugar.
Descontente assim. Sem nada a esperar.
Mas se você vem, me contento por ficar,
nem que só uma noite, uma hora, outra hora.
Em dias de chuva, me sinto refém
de noites solitárias, sem alguém, que seja -meu- bem.
Mas se você vem, tem abrigo, sorriso.
E por assim dizer, talves tudo que eu preciso.
Passam noites não dormidas, mas eu já nem ligo,
pro passado, que deixa de ser abrigo.
E o que ficou pra trás, nem quero mais.
A minha volta, só azul, sonho azul, tudo azul.
Mas se você vem, meu horizonte fica tranquilo.
Com aquele momento em meu peito contido,
do teu cheiro, teu defeito.
Até o dia em que você não mais voltar.
Pra esse pesadelo de todas as noites cessar,
junto com meu respirar.

Postado por - Thamiris F. às 03:55 0 comentários
terça-feira, 28 de julho de 2009
Fugir
E quanto mais eu me afastava, mais me sentia sozinha, sem rumo. Corri na esperança de que o vento soprasse meu rosto tão forte que pudesse levar todos os meus pensamentos, todas as minhas lágrimas e angustias. Na esperança de que aqueles pingos de chuva que caiam rapidamente sobre o meu rosto escorressem pelo meu corpo e lavassem tudo, toda a magoa, mas foi em vão. Quanto mais eu me afastava, mais era atormentada por meus próprios demônios. E quanto mais longe, mais eu caia, sem saída. Foi quando senti o tocar dos seus dedos no meu braço e uma brisa no meu peito. Como se uma luz forte iluminasse o buraco pelo qual eu me afundara. Talvez eu não quisesse ser resgatada, mas aquela luz me aqueceu, entorpeceu. E foi quando te olhei que eu percebi o porquê de correr, de me perder e o motivo pelo qual eu não queria perder você.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Quem sabe.
quem sabe eu seja realmente tudo que você deseja.
Quem sabe eu seja o que você vê,
quem sabe eu seja uma ilusão.
Ou tudo que você construiu no seu coração.
Ser, não ser, eis a questão de dificil compreensão.
Quem sabe um dia eu te conte tudo que eu sou,
tudo que eu fui e tudo que eu sonhei ser, pra você.
E o que é que você vai fazer?
Quando a razão já não mais me pertencer?
E a quem é que você vai culpar,
se tudo vir a falhar?
É por isso que a ti, eu prefiro não expor
tudo que eu guardo aqui em mim.
Meu amor.
Postado por - Thamiris F. às 04:24 2 comentários
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Nostalgia.

Postado por - Thamiris F. às 05:20 0 comentários