domingo, 6 de março de 2011

E os dias em que eu virava a noite esperando você voltar? E as palavras que eu nunca disse com medo de te machucar? Os planos, promessas, e a vontade de te ter? Coisas que só eu faria por você. E não há mais ninguém pra nos salvar. Palavras ao vento, frases quebradas. Pelo menos com você eu aprendi a me amar.

sábado, 5 de março de 2011

Liar



Dessa forma, eu consigo te encarar,
não mais da mesma maneira, não mais amando,
mas sendo amado.
Amado por ter suportado tanta farsa.
Tanta mentira aquele tempo todo.
Agora a verdade parece um veneno.
Vai matando aos poucos,
o pouco de esperança que existia em mim.
O tempo passou, levou tudo de bom, tudo de ruim,
e eu já nem lembro mais o que eu sentia quando te ouvia.
Era tudo que eu não queria, só mentiras.
Pode não parecer, mas se olhar nos meus olhos
vai perceber que não estas mais em mim.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Liesel

Era tão miuda, mas gigantescos sonhos pairavão em sua mente. Com aqueles olhos cintilantes, cheios de vontades, não imaginaria que por dentro uma magoa habitava. Ele tão gigante, poucos sonhos, poucos desejos, o suficiente pra fazê-la sorrir. Todos os dias sofria ao pensar que não conseguiria. Ela era tão nova pra sofrer, e pensar a deixava cada vez mais deprimida. Até de olhos fechados mal conseguia se concentrar em coisas boas. Seus olhos sorriam a qualquer avanço, mas sabia que seria por pouco tempo. Ela só queria ajudar, esquecia-se até de viver, pra tentar ajuda-lo a viver. Ela era um anjo. Ele o enfermo. Ela era o começo e ele o fim. Então, adormeceu. Profundamente. Não sei dizer exatamente em qual momento ele desistiu nem por qual razão. Ela ficou aliviada, mas triste o suficiente pra conseguir sufocar qualquer tipo de pensamento,
enfim.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ah se eu soubesse


Como podia adivinhar que logo logo, viria a me encontrar
com o tão sonhado sonho. Sonho meu, sonho seu,
sonho de ter, ver, mas que eu nem sabia que era você.
Com aquele atrito e faisca de toques.
Ah, se eu soubesse, teria logo arrumado pretexto
de te trazer dos meus sonhos só pra te olhar.
Ah, se eu soubesse que iria gostar tanto de você.
Nem se eu esfregasse os olhos,
conseguiria te embassar do meu pensamento.
Tão perto que dormiamos juntos quando o sono se aproximava.
Sem nunca saber como seria dormir com um sonho.
E nem imaginar o quanto de coisas que viriam a acontecer.
Dava ate pra te tocar, de tão proximo.
Ah, se eu soubesse que cuidar de você era o que eu mais queria.
E eu sorria até no escuro, lembrando do teu sorriso.
Seu olhar a procura do meu.
Dedos entrelassados sem querer largar.
Ah, se eu soubesse como é bom teu sabor.
E seu calor.
A cada dia, um desejo pro céu.
Contando, ouvindo, tentando descobrir
se realmente aconteceu.
E o que era gelo, virou ar, o de se esperar, nao esperou.
Chegou traiçoeiro, ah se realmente eu soubesse.
Mas felizmente agora eu sei.
Mais de um ano, e ainda sinto, não o seu olhar,
mas o meu indo na mesma direção do seu. Do amor.
Do nosso amor.
Nesse momento e em vários,
eu sei que te amo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Shuuh.


Nós somos muito pra tão pouco, apenas esqueça tudo e desista. Porque o espelho te condena, te arrasta pro seu pior. E você sabe até aonde pode chegar, que é difícil voltar, vai estar sozinho. Escute-me e se cale, não pense, não finja. Não seja, porque é o que querem. Já é demais pra nós. Silêncio.


domingo, 21 de novembro de 2010

Espelho



Assim que se viu, notou o amor.
Da forma mais pura, dentro de si.
Seus olhos brilhavam.
Sorriu.
Percebeu seus dentes amarelos.
Envaideceu.
E assim, notou
o amor.

Enfim

Foi quando eu soube que só tinha casca,
não havia mais matéria, muito menos propósito.
De que tudo que havia vivido foi apagado
como se nunca viesse a existir.
Logo eu, que tanto queria um motivo.
Logo a mim que tanto sonhava em um dia ser-vivo.
Não mais dentro, não mais momento, não mais chão.
Tão vazia que se ventasse, voltaria porque agora havia um fim.
Casca com começo, meio e fim enfim. Sem destino, sem estória.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Você

Você esqueceu tudo que passamos.
Esqueceu todo amor que guardamos,
todo respeito, o modo como eu te trazia a alegria,
ou como eu te aquecia nas noites frias.
Você esqueceu de me ligar todos os dias,
ou de como eu ficava feliz sempre que te ouvia dizer,
que estar comigo era tudo que você queria.
Você esqueceu das surpresas que me fazia,
dos sonhos que eu queria, em um dia sermos um só.
A errada foi eu em pensar que você nunca esqueceria
que eu não poderia viver sem você?
Você esqueceu de me fazer sorrir aquela noite,
e todas as outras em que não o vi mais.
E também esqueceu de dizer adeus.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Segredo


Não me julgues mal, naquela noite não fiz por mal.
E por tanto querer te manter,
perdi tudo que construi sem conseguir te fazer entender
que tudo que te disseram, sim foram verdades,
mas eu prometo que só as fiz porque sou teu covarde.
Me perdoe mais uma vez, sou uma infinidade de mentiras e verdades.
E te confesso, eu te magoaria quantas vezes pudesse,
pra não te ver mal todas as vezes que soubesse
do quanto eu precisei fugir, mentir, pra não te ver partir.Cumplice dos meus medos, me encontrei no teu vazio.
Na dor que se vestia em segredo, menos eu sentia a mim mesmo.
Percebi que teus medos me faziam refém.
Então de outras formas tentei dizer,
e em todas as vezes esconder,
que quanto mais eu te amava, mais eu temia.
Mais eu queria, ter de volta tudo que deixei pra tras.Me desculpa a sinceridade, mas enfim, não quero mais ser assim,
peço que me entenda meu bem, também quero um bem pra mim,
diferente do mal que lhe causei, e me causei também.
Que a minha derrota seja tua vitória,
do teu amado.. refém.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nunca para

O mundo está em costante movimento,
nunca para. Nada para.
Enquanto você dorme, o dia passa,
as horas voam e os astros mudam de lugar.
Enquanto se respira, glóbulos passam pelo seu sangue,
artérias trabalham minuosamente.
Enquanto se canta no chuveiro, alguém escuta,
outro alguém dorme, alguém ama, alguém morre.
E até quando não há o que fazer a tua mente trabalha,
a tua memória lembra e a tua conciencia te atormenta.
Sempre há em quem pensar, sempre há a quem lembrar.
E se o relógio para, nada para pra que ele possa voltar.
E se o pensamento voa, tudo faz com que você saia do lugar.
Mas eu nunca entendo aonde minha cabeça pode me levar,
porque a mente é estranha, é carente, é presente.
E se eu penso em amor, logo eu já penso em viver, ou sofrer,
porque o tempo corre, o mundo gira, as lembranças doem
e nada para. Nunca para.