sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nunca para

O mundo está em costante movimento,
nunca para. Nada para.
Enquanto você dorme, o dia passa,
as horas voam e os astros mudam de lugar.
Enquanto se respira, glóbulos passam pelo seu sangue,
artérias trabalham minuosamente.
Enquanto se canta no chuveiro, alguém escuta,
outro alguém dorme, alguém ama, alguém morre.
E até quando não há o que fazer a tua mente trabalha,
a tua memória lembra e a tua conciencia te atormenta.
Sempre há em quem pensar, sempre há a quem lembrar.
E se o relógio para, nada para pra que ele possa voltar.
E se o pensamento voa, tudo faz com que você saia do lugar.
Mas eu nunca entendo aonde minha cabeça pode me levar,
porque a mente é estranha, é carente, é presente.
E se eu penso em amor, logo eu já penso em viver, ou sofrer,
porque o tempo corre, o mundo gira, as lembranças doem
e nada para. Nunca para.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Só por você



A forma com que me sinto ao seu lado, clareza dos teus olhos sobre os meus.
Porque eu sei que mesmo no escuro, sua visão se encontra com a minha.
O modo com que me leva ao paraíso em apenas segundos, beijos sinceros.
Porque eu sei que até os teus roxos no meu corpo são de amor.
Nem se eu pedisse, seria tão sortuda por tudo isso.
Porque foi você quem eu pedia nos meus sonhos antes de dormir.
Soaria estranho dizer que em pouco tempo você se tornou tão importante
de tal modo que viver já não é mais o mesmo sem você.
Ontem não lembrava o que era amar, hoje a certeza de que é você 
esta nitidamente em cada ação do meu dia, cada pensamento, palavra.
E eu viveria tudo de novo só pra te encontrar alguma hora da minha vida.
Por você, eu faria tudo de novo,  por você.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Querido diário..

Oi, escrevo aqui mais uma de minhas histórias diárias, e hoje, meu caro, fazem 19 anos esse meu martírio. Fui trancafiada numa Jaula chamada Terra, para ser mais exacta, na segunda maior metrópole do Brasil, chamada Rio de Janeiro.
Foi a 19 anos atrás que tudo começou. No começo eu não entendia muito bem as coisas, sempre tinha alguém pra me ensinar como se viver, mas eu não questionava, era até empolgante. Ao passar dos anos fui tomando consciência sobre tudo, até que com a idade que estou hoje pensei melhor sobre a vida que levo meu caro amigo diário. A 19 anos me prometem essa tal "Liberdade". Mas até hoje eu não entendo o significado da tal. Fui obrigada a estudar pra ser alguém nessa vida. Mais tarde a trabalhar pra ter dinheiro, me disseram que com ele eu poderia ter o mundo, mas nunca a felicidade. Trabalhei, no começo o dinheiro me fazia bem, mas não senti uma sensação prezerosa mais tarde, não me sinto livre. Para ser mais exacta, me sinto enjaulada, presa, sufocada em um planeta onde eu sou só mais uma nas estatísticas, mas um corpo no espaço, mas um pontinho lá do alto. E o pior de tudo é saber que além de eu fazer tudo direitinho, tem pessoas por ai fazendo o mal diário, pessoas que não tão nem ai pra ninguém, isso é tão triste. Sabe diário, antes de dormir, eu rezo pro dia de amanha ser melhor que o de ontem, rezo pelas pessoas, por mim, rezo para conseguir tudo nessa vida, mas sinto um vazio no meu peito quando eu penso que a vida é só "isso". Será mesmo que nascemos pra continuarmos presos a nós mesmos? Será que é só crescer, trabalhar, procriar e morrer? Eu tenho medo de estar sendo gananciosa, de estar pedindo demais, já que tem pessoas que não tem nem metade do que eu tenho, mas eu realmente queria me surpreender com a vida ou apenas sentir nem que seja por um segundo essa tal liberdade. Bom, é isso meu diário, amanha terei um dia longo, mas prometo parar de reclamar um pouco pra você. Até amanhã.

sábado, 8 de agosto de 2009

M(T)eu Abrigo

A minha casa é um barco, com quase tudo que eu preciso.
E não foi de ontem, que o navego sozinha.
As vezes vem visita, mas como tudo que vem,
vai embora também.
Vejo alegria, chuva, vejo nada e tudo.
Quanto mais navego, mais parece que não saio do lugar.
Descontente assim. Sem nada a esperar.
Mas se você vem, me contento por ficar,
nem que só uma noite, uma hora, outra hora.
Em dias de chuva, me sinto refém
de noites solitárias, sem alguém, que seja -meu- bem.
Mas se você vem, tem abrigo, sorriso.
E por assim dizer, talves tudo que eu preciso.
Passam noites não dormidas, mas eu já nem ligo,
pro passado, que deixa de ser abrigo.
E o que ficou pra trás, nem quero mais.
A minha volta, só azul, sonho azul, tudo azul.
Mas se você vem, meu horizonte fica tranquilo.
Com aquele momento em meu peito contido,
do teu cheiro, teu defeito.
Até o dia em que você não mais voltar.
Pra esse pesadelo de todas as noites cessar,
junto com meu respirar.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Fugir

E quanto mais eu me afastava, mais me sentia sozinha, sem rumo. Corri na esperança de que o vento soprasse meu rosto tão forte que pudesse levar todos os meus pensamentos, todas as minhas lágrimas e angustias. Na esperança de que aqueles pingos de chuva que caiam rapidamente sobre o meu rosto escorressem pelo meu corpo e lavassem tudo, toda a magoa, mas foi em vão. Quanto mais eu me afastava, mais era atormentada por meus próprios demônios. E quanto mais longe, mais eu caia, sem saída. Foi quando senti o tocar dos seus dedos no meu braço e uma brisa no meu peito. Como se uma luz forte iluminasse o buraco pelo qual eu me afundara. Talvez eu não quisesse ser resgatada, mas aquela luz me aqueceu, entorpeceu. E foi quando te olhei que eu percebi o porquê de correr, de me perder e o motivo pelo qual eu não queria perder você.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quem sabe.

Quem sabe eu seja um molde pro que te convem,
quem sabe eu seja realmente tudo que você deseja.
Quem sabe eu seja o que você vê,
quem sabe eu seja uma ilusão.
Ou tudo que você construiu no seu coração.
Ser, não ser, eis a questão de dificil compreensão.
Quem sabe um dia eu te conte tudo que eu sou,
tudo que eu fui e tudo que eu sonhei ser, pra você.
E o que é que você vai fazer?
Quando a razão já não mais me pertencer?
E a quem é que você vai culpar,
se tudo vir a falhar?
É por isso que a ti, eu prefiro não expor
tudo que eu guardo aqui em mim.
Meu amor.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Nostalgia.


E todo esse tempo longe de você me fez perceber o quanto você me faz bem. Nas esquinas, nas fotos, nas poesias, em tudo tento te encontrar, pra que pelo menos em mente você fique comigo mais um pouco. Não sei se foi o tempo, mas algo nos afastou, não tanto, mas suficiente pra eu sentir tua falta e te procurar ao meu redor. Não mais ter o teu beijo de boa noite nem o seu bom dia ao acordar, não mais ter as tuas palavras, risadas e sorrisos, não mais ter com quem brigar por não cumprir o que promete. Confesso que sonho sempre na sua volta quando você parte, e quando te vejo faço de um tudo para você me notar e perceber que tudo que eu faço é pra ter nem que seja por um segundo um pouco da tua atenção. E quando o telefone toca eu quero que seja você, quando o msn pisca, ou quando eu escuto alguém me chamar. E quando eu vejo as ligações perdidas no meu celular, o frio que me dá quando é você é inexplicável. Sabe, todos esses anos, todos os dias, meses, os segundos, as horas, nada, absolutamente nada fez mudar tudo que a gente já criou e perdeu, já brigou e chorou, ja errou e amou. Você era, é e será sempre tudo que eu preciso pra me encontrar, tudo que eu quero pra me fazer sorrir e tudo que eu sempre quis pra ficar bem. Perdoa por vezes eu não demonstrar o quão gosto de você, mas acho que as vezes eu prefiro deixar guardadinho em mim, te conservar em mim, pro restinho de nossas vidas. Além.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

O estranho


Um dia comum, como qualquer outro. Resolvi sair de casa um pouco, esquecer daquela rotina que me escravizava diariamente. Sem rumo, vi o mar, pessoas, estranhas, roupas, crianças, cachorros, mendigos. Vi do céu ao caos. Sentia-me sozinha, mas a brisa agradável, não me fazia sentir só completamente. E o sol que queimava o meu rosto, junto com o constante som de múltiplas vozes.
Sentei, estiquei as pernas, o tempo passou rápido, já conseguia ver ao longe o por do sol. Enquanto contemplava a vista, alguém me mirava ao longe. Quando percebi, já era tarde. Sentou-se do meu lado. Não recordo dos teus traços, mas tinha uma coisa rude na expressão, e ao mesmo tempo educado. Continuei a contemplá-lo. Era hipnotizante por momentos, o modo como gesticulava, como fazia o jogo de palavras ao celular, como me intrigava a querer descobrir mais dele. De repente notou que eu o observava. Desviei o olhar, me senti vermelha. Então pôs a mão em meu ombro. Imediatamente gelei, senti calafrios, como se estivesse em uma montanha russa. Pediu desculpas e perguntou se eu estava sozinha. Mal consegui falar, apenas mexi com a cabeça. Ele me parecia meio triste, no olhar, mas aparentemente era feliz. Não sei, mas eu sentia vontade de saber mais dele, me aproximar, ser intima, contar minhas coisas também. Conversamos tanto que a lua se pôs ao céu para junto das estrelas, enquanto mal sabia o teu nome. Ele me parecia crítico, mas nunca cansado da vida, esperançoso até, mas orgulhoso, avassalador, mas sem pretexto algum. Já era hora, mas eu não queria que fosse. Levantei-me, olhei o relógio, perguntei se o via no mesmo horário amanha, estava tarde. Ele apenas me olhou com um olhar cabisbaixo, não conseguindo me encarar totalmente e disse:
- Desculpe, nunca mais voltarei. Não que a noite não tenha sido maravilhosa. Mas não posso deixar que me conheças de um todo. Sou misterioso e prefiro que continue assim, infelizmente sou ilusório também, não por escolha, mas às vezes é inevitável. Até uma outra vez quem sabe. Ah, e meu nome, é amor.

sábado, 6 de junho de 2009

Teu refugio

Vão tentar te fazer mudar,
que o erro foi teu, você mal percebeu o caminho que deixou chegar.
Vão te fazer chorar, achando que é você
o causador de todo o mal, de toda a dor que já viveu.

Vão mentir, dizer que fingiu,
caiu num mundo que não há saída nem volta,
está sozinho outra vez.

Vão tentar fazer você acreditar
em todas as farças, em todas as coisas
sem nem ao menos ter provas concretas, pra te incriminar
e você sem rumo, sem lugar, sem ninguém, vai cair.


Mas se eu estiver aqui, não.
Então fiquei perto de mim.
Que a partir de hoje, eu serei teu maior refúgio,
tua maior conquista, serei tudo quem eu nunca pude ser.
E pra sempre, serei teu amor.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Por vezes


Por vezes eu amei, liguei, sonhei, pensei, planejei, quis demais. Por outras eu chorei, gritei, xinguei, não quis mais, bati, lutei. Só que em nenhuma eu desisti ou ao menos consegui te tirar do meu peito,porque passe o tempo que for, anos, meses, tentativas frustradas ou não, passe tudo, eu nunca vou deixar de amar você e de dizer o quanto eu preciso de você comigo.